FAQ’s

Até que idade opera o Cirurgião Pediatra?

Em geral até aos 18 anos.

Qual é a idade melhor para Circuncisão

Desde que indicada por causa médica quanto mais nova a criança, melhor será o pós-operatório.

Pode ser operado(a) se estiver constipado, com tosse, febre, diarreia…?

Não deve. Qualquer destas situações aumenta o risco anestésico e/ou de complicações cirúrgicas. Em situações não urgentes, não se justifica. Além disso tornaria o pós-operatório mais complicado: mais dor em caso de tosse, se houver febre não saberemos se é infecção cirúrgica ou não, etc.

Quando sair posso transportá-lo(a) na cadeirinha do automóvel?

Sim. Não se justificaria correr tal risco. No máximo uma protecção extra no caso de cirurgia na genitália externa (duas fraldas, por exemplo).

Posso assistir à cirurgia?

Não é aconselhável. Ver o filho ser operado não é agradável e mesmo que já tenha visto outro tipo de cirurgia, nunca será a mesma coisa.

Posso ir com ele(a) até à sala de cirurgia?

Sempre. Pode ficar até à criança adormecer, salvo norma contrária do hospital. Após adormecer a mãe ou pai voltam para o quarto.

Ele(a) pratica desporto. Quantos dias vai faltar?

Em geral 30 dias sem actividade física desportiva.  Em alguns casos a natação é permitida após 15 dias.

Quando poderá voltar à escola? Infantário? Quanto tempo devo ficar com ele(a)?

Aconselhamos, em geral, ficar uma semana sem ir à escola ou infantário. É este o período de maior vigilância devido ao risco de traumatismos, infecção ou qualquer outro problema.

Poderei ir embora no mesmo dia?

90% das cirurgias pediátricas podem ser realizadas em regime de ambulatório, ou seja,  tem alta no mesmo dia. No caso de algumas seguradoras, estas exigem pelo menos 24 horas de internamento.

É preciso trocar pensos? Onde? E para retirar os pontos?

Na maioria das cirurgias o penso é retirado uma semana depois e não é necessário retirar pontos. Em caso de dúvida um telefonema para o cirurgião (no meu caso) e se preciso for, troca-se o penso ou retira-se (em casos de alergias).

Ele(a) é muito traquina . Como será o pós-operatório? Como vou segurá-lo(a)?

Embora o seu filho(a) pareça eléctrico, as crianças reagem bem ás cirurgias e sabem até onde podem ir. Geralmente os pais ficam surpresos com a capacidade das crianças entenderem que têm que estar mais quietos. Mesmo assim com a ausência de pontos visíveis (sutura com cola ou intradérmica); pensos que não precisam ser mudados com frequência e analgésicos, a criança acha que já pode ter uma vida normal e pode-se aventurar mais. Aconselhamos esconder brinquedos que façam a criança correr (bicicletas, triciclos, bolas) e oferecer jogos ou brinquedos em que a criança fique sentada ou deitada. Nos meninos maiores os jogos electrónicos e computadores facilitam esta tarefa.

O pós-operatório é muito doloroso?

No fim da cirurgia é feita uma anestesia local e um analgésico por via venosa ou rectal (supositório). Por isso nas primeiras horas a criança não deverá sentir dor. Após 6 horas os analgésicos comuns costumam ser suficientes e de acordo com o caso são prescritos outros mais fortes. O segundo dia da cirurgia é melhor tolerado sendo suficiente o paracetamol.

Como vou ficar 6 horas com ele(a) sem comer?

O jejum para cirurgia é necessário pelo risco do vómito e a aspiração durante a anestesia. Deverá por isso ter a certeza que a criança não se alimenta por esse período. Em crianças alimentadas exclusivamente com leite materno o jejum é de apenas 4 horas. Em bebés que já não tomam leite materno, 3 horas antes da cirurgia pode-se dar um pouco de chá açucarado.

Ele(a) já foi operado(a) há um ano, não será perigoso outra anestesia?

O risco anestésico não depende do número de anestesias. E se foi operado e não teve problemas provavelmente não terá novamente.

O meu filho(a) não é muito novo(a) para ser anestesiado(a)?

A cirurgia pediátrica opera recém-nascidos com problemas congénitos, portanto a idade não é factor limite para ser anestesiado. Em bebés prematuros, se possível, esperamos algum tempo para ser anestesiado.

Não é preciso análises para esta cirurgia?

Uma criança saudável, sem doenças congénitas, seguida pelo médico de família ou pediatra não precisa de análises de rotina para procedimentos de ambulatório ou cirurgias sem acesso a cavidade torácica ou abdominal. Isto é um consenso entre os especialistas de todo o mundo.

É necessário anestesia geral?

Por pior que pareça, a anestesia geral é sempre melhor para a criança. Numa anestesia local a criança continuaria a chorar por estar segura e nunca sabemos se tem dor ou não. Além disso a cirurgia seria sempre feita de modo mais rápido e não da melhor maneira, com maior índice de complicações. Por outro lado a anestesia nas mãos de anestesista com experiência em crianças é segura e com índice de complicações mínimas. O tipo de anestesia dependerá do tipo de cirurgia. Pode ser mais superficial ou profunda de acordo com a necessidade.

Porquê um Cirurgião Pediatra?

O cirurgião pediatra sabe do desenvolvimento normal e entende as alterações que possam ocorrer durante o desenvolvimento da criança, desde a sua vida intra-uterina até à vida adulta. Além disso tem formação cirúrgica específica onde faz tudo para traumatizar o menos possível uma criança, desde a cirurgia até ao pós-operatório onde tenta aliviar a criança de qualquer sofrimento (sem pontos para retirar, poucos pensos, etc)